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Intercâmbio sobre Sensoriamento Remoto no INPE abre nova rodada de debates em Cuiabá

No dia 24 de maio será a vez da capital receber o Workshop ‘Agro: Tecnologias e Aplicações Espaciais’
Naiara Martins | Seciteci-MT

As ações estiveram voltadas ao desenvolvimento sustentável das atividades agrícolas. - Foto por: INPE
As ações estiveram voltadas ao desenvolvimento sustentável das atividades agrícolas.
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Transformar o conhecimento em produtos com potencial de mercado e garantir o acesso da população às novas tecnologias. Estes foram os principais temas do workshop sobre “Sensoriamento Remoto e Agronegócio”, promovido pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), entre 26 e 28 de abril, em São José dos Campos (SP).

O evento reuniu as principais “cabeças pensantes” do país em tecnologia espacial e representantes do agronegócio mato-grossense, além de professores e pesquisadores dedicados à busca de soluções para tornar ainda mais eficiente o setor agrícola de Mato Grosso, considerado um dos principais responsáveis pela segurança alimentar mundial.  

“Foram três dias de imersão, de aprendizado, de conexões e futuras cooperações entre as instituições. O próximo programa previsto é o Workshop ‘Agro: Tecnologias e Aplicações Espaciais’, a ser realizado no dia 24 de maio, em Cuiabá, cujo público previsto é de cerca de 350 pessoas”, anuncia a superintendente de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação da Seciteci, Lectícia Figueiredo.

Segundo o diretor de Portfólio da AEB, Paulo Barros, durante três dias foram compartilhados, com os participantes, o conhecimento de pesquisadores sobre as contribuições que as tecnologias espaciais podem contribuir para o desenvolvimento sustentável da agricultura.   

“O objetivo foi discutir o seu uso para o avanço do agronegócio. A participação do público alvo foi bastante intensa. Esse tipo de iniciativa só nos proporciona crescimento e conhecimento, além de aumentar o leque de soluções a serem aplicadas ao agronegócio”, defendeu Barros, acrescentando que o sensoriamento remoto nada mais é do que o acompanhamento da rotina no campo, a partir da análise de imagens de satélite, garantindo ao produtor informações seguras para a tomada de decisões.

Entusiasmo - Uma das participantes foi a estudante luverdense Daniela Martins Silva de Medeiros, 17 anos, destaque entre as melhores notas da Escola Técnica Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (ETE) de Lucas do Rio Verde. Embora filha de uma modesta família sem tradição agrícola, pretende se formar em Agronomia. 

“Aprendi que ninguém pode me tirar o conhecimento adquirido. Vi de perto a relação estreita entre o agronegócio e a tecnologia utilizada para atender a demanda mundial por alimento. Sem a expansão desta tecnologia, seria impossível alcançar os níveis de produção experimentados pelo Brasil. Sou muito grata à Seciteci e fiquei muito impactada pela oportunidade de conhecer tanta tecnologia, com a qual lidamos diariamente”, afirmou Daniela, entusiasmada com os resultados do intercambio. 

Para o engenheiro agrônomo, com especialização em Agricultura de Precisão e professor da ETE de Lucas do Rio Verde, Lucibergues Moraes de Souza, o intercâmbio foi uma oportunidade única de acesso a tecnologias de ponta, desenvolvidas por pesquisadores renomados e que se relacionam com tecnologias mundiais de alta performance.

“Tivemos acesso a metodologias e tecnologias de robustez, com impacto direto na agricultura de precisão. Quantos professores, do interior do Brasil, têm acesso a estruturas como a do INPE? A oportunidade de acessar tecnologias de monitoramento, como o projeto do Satélite ‘Amazônia 1’, o primeiro satélite legitimamente brasileiro, é única e aumenta nossa responsabilidade em transferir este conhecimento aos nossos alunos”, destacou.   

A iniciativa de integrar a rede de ensino profissionalizante da Seciteci às ações de ciência, tecnologia e inovação é parte do novo perfil da pasta, para assegurar maior capilaridade as suas ações, potencializando resultados e a garantia de respostas rápidas à população.

Participaram representantes da Seciteci (Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação), pesquisadores da Unemat (Universidade do Estado de Mato Grosso), da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), do IFMT (Instituto Federal de Mato Grosso, profissionais do agronegócio, representantes da Famato (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso), do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e do Sesi (Serviço Social da Indústria).