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Atividades marcaram o ‘Dia da Consciência Negra’ na ETE de Sinop

As atividades tiveram o objetivo de envolver os alunos na discussão sobre as condições político-culturais que determinaram, e ainda definem o espaço ocupado pelo negro no Brasil.
NAIARA MARTINS | SECITECI/MT

As fanzines e os demais materiais permaneceram expostos no espaço cultural da Escola Técnica e na Câmara de Sinop. - Foto por: ETE SINOP
As fanzines e os demais materiais permaneceram expostos no espaço cultural da Escola Técnica e na Câmara de Sinop.
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Em alusão à Semana da Consciência Negra, comemorada no último sábado, 20 de novembro, a Escola Técnica Estadual (ETE) de Sinop realizou uma série de atividades com o objetivo de envolver os alunos na discussão sobre as condições político-culturais que determinaram, e ainda hoje, definem o espaço ocupado pelo negro no Brasil. 

Para a supervisora pedagógica da ETE, Maria Luiza Troian, a discussão sobre a resistência do povo negro no ambiente escolar, com o envolvimento de professores e alunos, é uma oportunidade que os estudantes tiveram para aprofundar o conhecimento critico sobre a história e a cultura afro-brasileira. As professoras Gislaine Florentino Ferreira e Grasiela Veloso dos Santos Heidmann, responsáveis pelo componente curricular Fundamentos para Vida Social e Profissional da ETE, também fizeram parte da organização do evento.

O professor do curso Técnico em Administração, Sérgio Ricardo Gaspar abriu as atividades com a palestra “Empreendedorismo Negro”. Segundo o professor, durante os 364 dias do ano, o país trabalha em uma espécie de letargia ou ‘apagão histórico’ sobre a existência do negro no Brasil.

“Ainda nos dias de hoje, o Brasil age sobre uma construção histórica e política de limitação do negro, enquanto sujeito e agente político. Todas as condicionantes são feitas para que ele não avance. É um conjunto racista de ações e posicionamentos reforçados dia a dia, que tem como consequência um maior número de homicídios de jovens negros, o não-acesso de negros em posições de liderança no país, negros colocados na periferia, o que analogamente remete às senzalas, resultado de um processo intencional que foi constituído e intencionalmente alimentado para se manter assim”, combateu o professor.

O evento contou com o depoimento da sinopense e Miss Brasil Juvenil 2019, Maria Fernanda Ferreira que abordou a “Influência da Mulher Negra nas Redes Sociais para Desmistificar Padrões Estéticos”.

Entre as atrações culturais, a presença do cantor Carlinhos Mato Grosso e da poetisa Gleiciane Cruz Landim, que declamou poemas com a temática racial. Sob a orientação da professora Grasiela Veloso, os alunos do curso Técnico em Enfermagem confeccionaram fanzines – publicações não profissionais, produzidas por um grupo com interesse em comum. Os materiais foram expostos no espaço cultural da Escola Técnica e na Câmara Municipal de Sinop.    

Ao final das palestras, as turmas dos cursos Técnicos de Agricultura, Administração, Edificações, Eletrotécnica, Enfermagem e dos cursos FIC de Oratória e Matemática Financeira serviram um buffet com a apresentação de comidas típicas de origem afro-brasileira.

 





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